Os reguladores de serviços públicos de Montana ordenaram à NorthWestern Energy que corrija cinco deficiências no seu mais recente plano a longo prazo para o sector eléctrico, uma decisão que pode influenciar a forma como a maior empresa de energia do estado justifica investimentos futuros e custos para os clientes. A Comissão de Serviços Públicos votou por 3-1, a 18 de agosto, para devolver o plano para revisões, depois de a equipa técnica e uma consultoria externa terem concluído que não cumpria todos os requisitos de planeamento do estado, de acordo com a cobertura da comissão.
O documento é um Plano Integrado de Recursos (PIR), e não um pedido para construir uma central específica ou aumentar as tarifas. A NorthWestern afirma que apresenta um PIR a cada três anos para comparar carteiras de geração capazes de servir os clientes de Montana de forma fiável, segura e acessível ao longo de um horizonte de 20 anos. A página de planeamento informa que o plano de 2026 deu entrada a 28 de abril, enquanto o plano completo descreve as premissas e os portefólios que fundamentam o caminho preferencial.
A análise da comissão identificou cinco áreas que necessitam de maior melhoria. O plano não apresentou adequadamente a duração, a frequência e o momento dos potenciais défices energéticos e de capacidade a longo prazo; a sua comparação de riscos de carteira estava incompleta; os seus modelos não foram suficientemente documentados para que os revisores externos pudessem reproduzir os principais resultados; a sua previsão da procura no retalho carecia de equações de regressão e dados de suporte; e não incluiu recursos de resposta à procura na sua modelação de expansão de capacidade. Estas conclusões foram resumidas tanto no relatório da MTN como numa análise independente detalhada da atuação da comissão.
A procura por data centers foi outra preocupação. A consultora GDS Associates constatou que o plano tratava os centros de dados como fontes potencialmente significativas de nova carga, mas não explicava de forma transparente como é que essa procura entrava na previsão. Isto é importante porque sobrestimar a procura futura pode justificar construções desnecessárias, enquanto que subestimá-la pode expor os clientes a problemas de fiabilidade. A vice-presidente Jennifer Fielder descreveu a devolução como um controlo de qualidade, e não uma rejeição total, e afirmou que a análise incompleta aumenta o risco tanto de construção excessiva como de preparação insuficiente.
O plano da NorthWestern refere que a concessionária tem capacidade suficiente para as necessidades atuais, mas poderá enfrentar défices energéticos no inverno já em 2027. Num comunicado divulgado pela KTVH, a empresa disse que leva as recomendações a sério e continua empenhada num processo transparente. Acrescentou que trabalhos adicionais devem melhorar a avaliação dos custos, os riscos para a fiabilidade e as compensações, em vez de simplesmente gerar mais cenários.
Os Comissários Jeff Welborn, Fielder e Randy Pinocci votaram a favor do pedido de revisões; Annie Bukacek votou contra. Bukacek questionou o custo do processo de planeamento, enquanto a maioria enfatizou que a análise serve de base para decisões de despesas futuras muito mais amplas. A PSC também realizou audiências públicas em Billings e Bozeman, conforme documentado em comunicado.
A comissão aconselhou a NorthWestern a corrigir as deficiências no prazo de 30 dias ou a solicitar mais tempo. Os materiais disponíveis publicamente e analisados para este relatório não comprovam se esta correção foi concluída. O efeito imediato da votação é, portanto, processual: exige um registo mais claro antes de o plano poder servir de base para futuras aquisições de recursos, revisões regulamentares ou pedidos de alteração de tarifas.